Urbanismo Sistêmico  (Comunidade Sustentável)

As pautas acima já bastariam para definirmos uma bioconstrução, ou seja, uma edificação sustentável que reduz o próprio impacto ambiental, integra os seus ciclos de entrada e saída de insumos e assegura a sua saúde, conforto e eficiência energética.

Porém, a verdadeira sustentabilidade está mais próxima de uma realidade onde estas construções fazem parte de um contexto urbano que respeite as condições climáticas e os recursos naturais da biorregião, assim como as relações de vizinhança e as escalas de autonomia da comunidade.

As funções urbanas atravessaram historicamente por vários padrões de organização, conforme o nível de relacionamento social e político da comunidade. Desde os primeiros aglomerados humanos até às grandes megalópoles atuais, são clássicas as funções de moradia, proteção, trabalho, lazer, circulação e produção de alimentos. Das cavernas aos abrigos nômades, da provinciana e rural sociedade medieval ao caos urbano da sociedade globalizada, todo o desenvolvimento das ciências e tecnologias giraram entorno destas necessidades humanas coletivas. 

Após todo este equívoco e desequilíbrio ambiental causado por nossa busca de conforto e manutenção das estruturas sociais, a humanidade hoje já conhece o caminho de uma vida mais sustentável. Porém, implementar este modelo requer um recondicionamento dos conceitos e práticas individuais e coletivas de como nos organizar em agrupamentos humanos e sociedades. 

A transformação está sendo efetuada, ao mesmo tempo, em duas grandes vertentes complementares de atuação. 

Uma de dentro para fora, ou seja, a partir de cada indivíduo, de cada célula social que é a família, de cada grupo de amigos, de vizinhos e de profissionais, de cada bairro ou comunidade, rural ou urbana, que busque praticar uma melhor convivência, maior autonomia, integração e equilíbrio ambiental, ao atender suas necessidades pessoais e coletivas. 

E outra de fora para dentro, ao nível das instituições públicas e privadas, que promovem o bem estar social e a infra-estrutura comunitária com equilíbrio ambiental, através de planos de governo e suporte financeiro.

Diversos exemplos em todo o mundo servem de referência para comprovar a viabilidade deste novo paradigma social e urbano, que está tornando a vida humana mais sustentável.

Este é o urbanismo sistêmico, que organiza a sociedade dentro de parâmetros sustentáveis, reduzindo os contrastes entre as áreas rurais e urbanas com a fusão de seus limites e funções, buscando uma distribuição mais justa dos recursos, das oportunidades, dos meios de produção e dos bens de consumo gerados pela sociedade.

    Oferecemos aos nossos clientes o planejamento de sustentabilidade para sítios, pousadas, condomínios, ecovilas, loteamentos e unidades de vizinhança, seguindo os mais atuais e reconhecidos parâmetros ecológicos desenvolvidos no Brasil e no exterior.

 

Av. Pequeno Príncipe 971, Cobertura -  Campeche -  Florianópolis / SC

Rodovia SP 081 km 13,5 - Joaquim Egídio - Campinas / SP

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